terça-feira, 4 de outubro de 2016

Padme: Um futuro aliado? Entrevista com Dom Hafez.

Desde a vinda recente do Honorável Senhor Lobsang Tashi a Escorvânia, muitas dúvidas ficaram entre os compatriotas, dentre elas: Que país é Padme? Podemos confiar em um país dirigido por pessoas que historicamente tiveram em conflito com nossa nação? Quais as intenções de Padme? Enfim, muitas perguntas das quais não sabemos a resposta, mas podemos fazer meras suposições sobre.

O renomado Professor de Direito e Ministro da Justiça da Escorvânia, além de Reitor "pro tempore" da UNIJOR, Dom Hafez Al-Feres que já atuou, em algumas ocasiões, como representante diplomático no micronacionalismo lusófono, concedeu entrevista a nossa equipe, explicando a situação da Escorvânia com Padme.

(DH) - Dom Hafez | (FL) - Folha Liberal

FL - Antes de tudo, antes de começarmos nossa entrevista, a Folha Liberal gostaria de desejar um Bom Dia a Sua Alteza e prestar-lhe votos de saúde e prosperidade nesta data importante, que é seu aniversário!

DH - Antes de tudo, um Bom Dia a todos, e dizer que fico muito agradecido pelos votos de saúde e prosperidade prestados pela equipe da Folha Liberal, e muito mais agradecido ainda pelo convite de conceder esta importante entrevista, a fim de esclarecer a apreensiva sociedade escorvanesa sobre esta aproximação política entre as nações.


FL - Pois bem, prossigamos com nossa entrevista, nossa equipe gostaria de pedir a Sua Alteza, se tem como dizer para nossa equipe, alguns aspectos gerais sobre a nação de Padme e qual a razão desta aproximação com a Escorvânia?

DH - Pois bem, Padme é um pequeno país, situado na região do centro-leste asiático. Apesar de ser uma micronação orientalista, assim como a Escorvânia, não possui qualquer relação mais próxima, se não essa, com nosso Reino. Cultualmente falando, o país é bastante distinto do nosso, o que permite que não haja qualquer atrito neste sentido, sendo ambas as nações, representantes pioneiras de suas respectivas culturas, ou seja, ambas possuem interesses em comuns muito relevantes, que merecem atenção constante.


FL - Sua alteza nos disse, que ambas as nações possuem interesses em comum muito relevantes, Sua Alteza poderia nos citar-los.

DH - Sim, veja bem, Padme é uma micronação orientalista, assim como nós, e como sabemos, as micronações orientalistas, por conta do projeto orientalista ser bastante recente, ainda enfrenta grandes obstáculos no micronacionalismo lusófono, até por conta de preconceitos herdados do mundo macro, logo, um interesse em comum, se não o maior, entre Padme e Escorvânia, é desmistificar este preconceito sobre o oriente, e apresentar um modelo micronacionalista moderno, eficiente e sério, a fim de assegurar, inclusive, uma sobrevida ao micronacionalismo lusófono, que tem enfrentado sérias dificuldades ultimamente. 

FL - Correto. Vimos que falou sobre uma dificuldade recente enfrentada pelo micronacionalismo lusófono, e que as micronações orientalistas poderiam ajudar a superar esta crise. De que forma estas micronações poderiam fazer isso?

DH - Bom, uma principal característica das micronações orientalistas, desde que surgiram, em meados de 2014-2015, é a revisão das plataformas de envolvimento entre os participantes. O modelo de participação por fórum, consagrado no micronacionalismo lusófono, não está mais sendo eficaz em manter a atividade dos participantes. Com o surgimento das redes sociais e seu sucesso, principalmente no Brasil, as redes sociais mostraram-se muito mais eficazes em aproximar os micronacionalistas, do que os antigos fóruns ou listas de e-mails, pois, graças a mecanismos das redes sociais, permite que o participante mantenha atividade constante no micronacionalismo. Se considerarmos que o principal problema das micronações lusófonas hoje é a inatividade, esta mudança de plataforma mostrou-se bastante eficaz em combater este significativo problema, e temos a Escorvânia como prova da eficiência deste novo modelo de micronacionalismo, como sendo uma das micronações mais ativas do micromundo lusófono.

FL - Excelente. Mudando um pouco de assunto, a fim de responder uma das principais dúvidas da população sobre Padme, que está relacionada às suas lideranças: É possível confiar nas lideranças de Padme? O que foi feito até agora entre ambas as nações?

DH - Bom, Padme é um estado republicano, algo que, apesar de não ser inédito no micronacionalismo lusófono, torna o projeto, por si só, bastante ambicioso, tendo em vista o histórico fracasso das tentativas republicanas no nosso micronacionalismo, mas, apesar deste detalhe, não devemos nos preocupar com as lideranças de Padme, uma vez que eles buscaram aproximação com nosso país e deixaram bem claras suas intenções, coincidentes com as da Escorvânia. Contudo, a Escorvânia também agiu com cautela, rejeitando a dupla-nacionalidade entre os cidadãos, mas esta rejeição certamente não será impeditivo para a aproximação dos países. Por enquanto, um completo memorando está em votação na Assembleia Nacional, bastante autoexplicativo sobre o que foi acordado, e que, modesta parte, um dos melhores feitos até hoje.

FL - Para finalizar, Sua Alteza gostaria de deixar algum recado a nossos leitores?

DH - Meus amigos e minhas amigas, não precisamos ter medo de Padme, na verdade, esta aproximação somente demonstra o aumento de nossa influência no micromundo. Recentemente, tivemos a aproximação com os portugueses, agora com Padme, ou seja, de qualquer forma, a Escorvânia tem deixado de ser um remoto projeto, para se tornar uma emergente potência micronacional. Meus amigos, num devemos temer nações, mas sim indivíduos, observando suas atitudes constantemente, pois o micronacionalismo é feito de indivíduos, e estes é que fazem a grande diferença.

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